Fome
Quando te vejo eu sinto
A vontade que se tem
De penetrar-se no outro
Até que eu te seja
Até que sejas eu
Meu paladar se aguça
Em desejos pelo teu gosto
Pela tua língua
Pelo sabor da tua pele
O cheiro do teu pescoço
Quero teus dentes em minha pele
Teus lábios em meu ouvido
As minhas mãos contemplando
Curvas arrojadas, tua cintura
Meus dedos apertando a carne
Tuas coxas, meu berçário.
Fome.
Eu quero te provar
E me ofereço à tua boca.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Forte e amargo

"Escute-me só por um momento! Perdoe-me se lhe digo mais uma coisa... É o seguinte: não posso deixar de aqui voltar amanhã.
Sou um sonhador; a minha vida real é tão reduzida que momentos como estes que agora vivo são para mim de tal modo preciosos que não poderei evitar de os reproduzir nos meus sonhos.
Sonharei contigo toda a noite, toda a semana, todo o ano.
Voltarei obrigatoriamente aqui amanhã, justamente aqui, a este mesmo local, a esta mesma hora, e sentir-me-ei feliz por recordar o que hoje aconteceu.
Doravante, este lugar é sagrado para mim."
In Noites Brancas, Dostoiévsk.
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Saudações.
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