terça-feira, 11 de outubro de 2011
(...)
- O que se há de fazer?
- É evidente que sei...
- Então...
- O grande problema, de fato, é que o mais difícil de saber, eu sei: O objetivo, saber o que se quer. Mas no cotidiano, fogem-me conceitos e destreza básica para executar tarefas menores que me levariam àquilo que deve ser feito, compreende?
- Não.
-Vejamos. Você um dia aprendeu a andar e, com isso, consegue buscar um copo com água na cozinha?
- Óbvio.
- Então, se um dia você somente desaprender a andar, pôr-se de pé e ir em frente até seu objetivo, decerto morrerá de sede.
- Isso não é possível... Não do nada.
- Então me explica.
- Explicar o quê?
- Explica, já que não é possível perder o andar do nada, como parei fincado aqui no chão?
- Eu não sei...
- E me resta a sede, interminável, sem conseguir me saciar.
sábado, 10 de setembro de 2011
Ainda não.
E o que me importa é não estar vencido...
.
“O êxito começa com a vontade.
Se pensa que está vencido, está.
Se pensa que não tem coragem, não o fará.
Se pensa que gostaria de ganhar, mas que não pode,
Não conseguirá…
Se pensa que perderá, já perdeu.
Porque o mundo sabe que o sucesso começa com a vontade,
e que tudo está no estado mental.
Pense grande e seus feitos crescerão.
Pense pequeno e ficará para trás.
Pense que pode e poderá.
Pois tudo está no estado mental.
Nem sempre ganha a batalha da vida o mais forte ou o mais rápido;
porque tarde ou cedo o que ganha
é aquele que crê poder ganhar”.
(Napoleon Hills)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Primeiro Andar.
"Já vou.
Será que eu quero ver?
O mundo, eu sei, não é esse lá!
Por onde andar?
Eu começo por onde a estrada vai...
...e nao culpo (não culparei) a cidade, o Pai! Eu vou lá..."¹
Durante um longo caminho
há de se lançar mão de lances
jogo-de-corpo
Pode-se saltar, pular obstáculos
Rodopiar, adicionar alegria ao percurso
Cantar, distrair-se da distância.
Sonhar, renovar a esperança.
Engolir bastante poeira a seco
Arranhando a garganta.
Mas nada disso é tão importante
quanto o Primeiro Passo.
É dele a concentração plena
de como e quando se irá começar
do quanto se está disposto a doar-se por ele
a cota de sacrifício necessária
a coragem requerida para vencer o medo
do ainda desconhecido caminho.
É desgarrar-se de nossa fragilidade
sufocar o medo 'com a delicadeza monstruosa
com que se estrangula uma criança dormindo'²
Esta criança feia, o medo.
Por mais longa que seja a caminhada
não houve e não haverá ainda desafio maior do que começar.
o resto é persistir.
"Não faz disso esse drama, essa dor!
É que a sorte é preciso tirar pra ter.
perigo é eu me esconder...
Eu vou lá.
Andar.
e o que eu vou ver? eu sei lá.
Eu preciso andar."¹
¹Primeiro Andar, Los Hermanos.
²Caio Fernando Abreu.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Sem Surpresas

Um coração que está cheio como um lixão
Um emprego que lentamente vai te matando
Feridas que não vão cicatrizar...
Você parece tão cansado e infeliz
Bote abaixo o sistema, o governo, tudo ao redor
Eles não falam por nós.
Eu vou levar uma vida tranqüila
Um punhado de monóxido de carbono
Sem alarmes e sem surpresas
Silencioso silêncio.
Este é o meu último ataque,
Minha última náusea, minha última cólica.
Sem alarmes e sem surpresas, por favor
Assim como uma linda casa,
Assim como um lindo jardim.
Sem alarmes e sem surpresas,
Tire-me daqui, por favor.
(No surprises, Radiohead. Tradução livre.)
terça-feira, 26 de julho de 2011
Sem Parar

A vida é feito andar de bicicleta: se parar você cai.
Vai em frente sem parar
A parada é suicida, porque a vida é muito curta e a estrada é comprida.
Você sobe e você desce na escada da vida
E às vezes parece que a batalha tá perdida e que você voltou pro ponto de partida.
Vai à luta, levanta, revida!
Vai em frente, não se rende, não se prende nesse medo de errar, que é errando que se aprende
que o caminho até parece complicado e às vezes tão difícil que você se surpreende quando sente de repente que era tudo muito simples - vai em frente que você entende.
Boa sorte, firme e forte, vai com a força da mente.
Vai sabendo que não há nenhum peso que você não agüente.
Vai na marra, vai na garra, vai em frente.
E se agarra no seu sonho com unhas e dentes.
Pra saber o que é possível é preciso que se tente conseguir o impossível, então tente!
Sempre alimente a esperança de vencer.
Só duvide de quem duvida de você.
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Não repara no mau tempo que o sol já sai.
Vai agora, não chora.
Ignora a energia negativa lá fora, porque dentro de você existe um poder bem maior do que você pensa.
Vai atrás da recompensa e se houver inveja e se ouvir ofensa você responde com a força do perdão.
E aumenta sua crença cada que vez ouvir um não, porque todo não esconde um sim.
Ainda é só o começo, vá até o fim.
Aprenda nos tropeços, não olhe pro chão.
Olhe pro céu.
Olhe pra vida sempre de cabeça erguida que no fim do túnel tem uma saída, mesmo quando você não consegue ver a luz.
Feche os olhos que uma força te conduz.
Vai em frente, vai seguro, faz um furo nesse muro que o escuro se esclarece.
Vai em frente, simplesmente vai em frente que o futuro é um presente que a vida te oferece.
Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
É na dor que o recém-nascido aprende a chorar.
Pra encontrar a cura você tem que procurar.
É no choro que o recém-nascido aprende a respirar.
Então respira fundo que a vitória tá no ar.
Vai indo, vai na tua, vai você.
Vai nessa, vai na boa, vai vencer.
Acredite no bem, que fazer o bem faz bem.
Faça o bem que faz acontecer.
Vai na fé, vai a pé, vai do jeito que der.
Vai até onde puder, vai atrás do que tu quer.
Vai andando, vai seguindo, vai pensando, vai sentindo, vai amando, vai sorrindo, vai cantando, vai curtindo, vai plantando e vai colhendo, vai lutando pela paz - vai dançando no ritmo que o tempo faz.
Vai de peito aberto.
Vai dar certo.
Confiante que o distante num instante fica perto.
Fica esperto, vai! Com a força de vontade.
Vai à vera, não espera a oportunidade.
Não aceita humilhação mas não perde a humildade.
E nunca abra a mão da sua dignidade.
Sem parar, sem parar, se parar você cai!
Demorou, demorou! Pedala aí!
Então não pára o movimento, vai em frente, vai!
Se parar você cai, se cair cê levanta.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Infinito Precipício

Não foi desta vez. Mas pode apostar, terei dado cabo disto. Não é a primeira vez que acontece, não é; Muito embora, dessa vez a intensidade é menor, mas houve uma cronicidade de quem não tomou remédio quando deveria tomar, na fase aguda de toda essa coisa. É algo mais arrastado, mais apegado, de difícil desapego.
A escalada sequer começou, muito embora haja muita altura já, abaixo de mim. Cheguei num ponto em que desistir implicaria numa queda brusca, fugaz e fatal. Recomeçar e não saber quando chegará o cume é a angústia de todos nós, alpinistas.
E assim,tenho me mantido parado num degrauzinho desta rocha, onde apóio meus pés. Falta a coragem de fazer os braços trabalharem como deve para se chegar lá, e jogar meus pés assentes nos ares para prosseguir. O Medo tem sinônimo de Inércia nessas bandas. Sei sim, existem pessoas abaixo de mim, paradas em outros degraus semelhantes a este tão cômodo - perigoso- que é o meu. Mas de que adianta? O sofrimento não vem pelos que os outros alcançaram, mas do que eu desejo alcançar. Se pago pecado por ser fraco ou ambicioso demais, não sei. Mas prefiro acreditar que pago pelo medo em forma de indecisão, ou até mesmo ócio.
Medo da queda? Eu lá tenho medo de algo que acabaria com tudo tão rápido, mas tão rápido que seria quase que indolor? Não. Medo da derrota não. A derrota significa fim, talvez não de tudo, mas de um ciclo. E nem toda derrota é infrutífera - disso eu também sei. Muito bem, aliás.
"Vou ter a maior aparência de quem fracassou. Mas só eu saberei se a derrota foi necessária" (Clarice Lispector)
O medo, querido leitor é da trajetória mesmo. Árdua, pesada, com plantas com espinhos que quase posam de plantas carnívoras nestes canteiros de rocha ao longo deste bruto e vertical caminho. E pensar nisto me mantém com os pés no chão, quando, repito, preciso pô-los nos ares...
Claro que o cansaço ajuda a manter a pasmaceira, eu sei.
Ah meu signo regente, A Cabra Marinha. Rabo de peixe, do fundo do mar, mas sempre subindo atrás de ruminar a mais tenra e rara gramínea que possa existir no topo gelado dessa montanha. Desiderata, desejo, força de vontade. E a mim, inveja. Inveja e receio. Queria ser assim, deve ser por isso que não sou muito de acreditar em horóscopo...
Mas vá lá, já chega de pautas derramadas com dose de melancolia pisciana - meu ascendente, peixes. Vá lá, aceitemos algumas verdades inescapáveis, por assim dizer:
Não é a primeira rocha que escalo
Não é a primeira pera que retiro
Não é o primeiro espinho que arranco da carne
Enfim, não é o primeiro medo que sinto.
Não sei se será o primeiro medo que não superarei...
Mas vai passar, anseio ficar mais forte ainda que hoje. Já é dada a hora, digo, é o momento de tentar e não parar pra pensar. Fechar os olhos e arriscar se cai ou se segura nuns apoios mais ao alto. Olhando pra cima podem-se ver nuvens, algumas negras, anunciadoras de chuva. Bom, ao menos medo de me molhar eu nunca tive.
Um dia tem que começar. Melhor, um momento tem que começar... Pensando assim, posso transformar esse momento em 'agora'.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Fome
Fome
Quando te vejo eu sinto
A vontade que se tem
De penetrar-se no outro
Até que eu te seja
Até que sejas eu
Meu paladar se aguça
Em desejos pelo teu gosto
Pela tua língua
Pelo sabor da tua pele
O cheiro do teu pescoço
Quero teus dentes em minha pele
Teus lábios em meu ouvido
As minhas mãos contemplando
Curvas arrojadas, tua cintura
Meus dedos apertando a carne
Tuas coxas, meu berçário.
Fome.
Eu quero te provar
E me ofereço à tua boca.
Quando te vejo eu sinto
A vontade que se tem
De penetrar-se no outro
Até que eu te seja
Até que sejas eu
Meu paladar se aguça
Em desejos pelo teu gosto
Pela tua língua
Pelo sabor da tua pele
O cheiro do teu pescoço
Quero teus dentes em minha pele
Teus lábios em meu ouvido
As minhas mãos contemplando
Curvas arrojadas, tua cintura
Meus dedos apertando a carne
Tuas coxas, meu berçário.
Fome.
Eu quero te provar
E me ofereço à tua boca.
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